Apontamentos Reparação de Classe II: Estabilização

Reparação de Classe II: Estabilização

A anterior descrição de um trabalho de reparação de uma janela estava orientado para uma unidade que se apresentava operacionalmente saudável.

Mas muitas janelas vão apresentar algum grau adicional de degradação física, especialmente nas áreas vulneráveis mencionadas anteriormente; no entanto, até janelas gravemente danificadas podem ser reparadas usando-se processos simples.

A madeira parcialmente degradada pode ser impermeabilizada, remendada, reconstruída ou consolidada e, depois, pintada para se conseguir uma condição saudável, uma boa aparência, e uma vida substancialmente prolongada.

São discutidas, nesta secção, três técnicas para a reparação da madeira parcialmente degradada ou agredida pelos elementos climatéricos, e todas as três podem ser executadas usando-se produtos à venda na maioria das lojas de materiais de construção.

Uma técnica comprovada para a reparação da madeira que está lascada, rachada ou que apresenta sinais de podridão é: 1) secar a madeira, 2) tratar as áreas degradadas, 3) impermeabilizar com duas ou três aplicações de óleo de linhaça fervido (aplicações espaçadas de 24 horas), 4) preencher as fendas ou os buracos com massa, e 5) depois de ser formada uma “pele” sobre a massa, pintar a superfície.

Deve-se ter cuidado no uso dos fungicidas porque são tóxicos. Devem-se seguir as indicações do fabricante e aplicar os fungicidas apenas nas áreas que vão ser pintadas.

Quando se emprega uma qualquer técnica de preenchimento ou de remendo numa superfície plana, essa superfície, depois de acabada, deve ficar ligeiramente inclinada para despejar a água para fora da janela e não permitir que ela se acumule. Devem-se preencher bem as juntas entre o peitoril e as ombreiras para se reduzirem as futuras penetrações de água.

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Quando os peitoris e outras peças exibem sinais de agressão pelos elementos climatéricos, também podem ser reconstruídos usando-se massas para reconstituição de madeira ou misturas caseiras, tais como de serradura misturada com cola para madeira, ou de cré com verniz.

Estas misturas podem ir sendo sobrepostas em camadas sucessivas, depois lixadas, receberem primário e pintadas.

Aplicam-se a esta técnica as mesmas precauções sobre a inclinação adequada das superfícies planas.

A madeira também pode ser fortalecida ou estabilizada por consolidação, usando-se epóxis semirígidos que vão saturar os poros da madeira degradada, endurecendo a seguir.

Depois a superfície da madeira consolidada pode ser preenchida com um composto epóxi semirígido de remendar, lixada e pintada. Estes compostos epóxi de remendar podem ser usados para se reconstituírem as secções em falta ou os topos degradados das peças.

Os perfis podem ser duplicados usando-se moldes manuais que se criam pressionando-se uma bola, feita com composto de remendar, sobre uma secção saudável do perfil que foi previamente esfregada com sebo. Esta pode ser uma técnica muito eficiente quando existirem muitas reparações repetitivas para serem executadas.

O processo tem sido largamente usado e experimentado em aplicações marítimas; e os produtos necessários estão à venda nas lojas de materiais de construção e de fornecimentos marítimos. Apesar de os materiais epoxídicos serem comparativamente caros, eles cumprem a promessa de estarem entre os materiais mais duráveis e duradouros à venda para a reparação da madeira.

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Qualquer destas três técnicas discutidas pode estabilizar e restaurar a aparência das unidades de janela. No entanto existem ocasiões em que o grau de degradação é tão avançado que a estabilização é pouco praticável e em que a única maneira de se reter parte da fábrica original é a substituição das peças danificadas.

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