Apontamentos Relacionamento entre a degradação e o tipo de pedra

Relacionamento entre a degradação e o tipo de pedra

Até aqui concentramos a nossa atenção na importância do clima ou dos factores externos sobre a degradação da pedra, tais como a acidificação da chuva.

No entanto, devemos considerar também um importante factor – a própria pedra. Isto porque diferentes tipos de pedra podem responder a condições climatéricas similares de maneiras bastante diferentes.

Até aqui concentramos a nossa atenção na importância do clima ou dos factores externos sobre a degradação da pedra, tais como a acidificação da chuva. No entanto, devemos considerar também um importante factor – a própria pedra. Isto porque diferentes tipos de pedra podem responder a condições climatéricas similares de maneiras bastante diferentes.

Este facto é mais óbvio quando os minerais que constituem uma determinada pedra são mais ou menos susceptíveis a diferentes processos químicos.

No entanto, todas as pedras respondem de forma diferente aos processos físicos de degradação ambiental. Estas diferenças podem ser facialmente examinadas através de experiências simples, nas quais são usados ciclos repetidos de humedecimento e secagem, com soluções de sais, para se degradarem pequenos blocos de pedra sob condições laboratoriais.

No final de cada ciclo de humedecimento e secagem, os blocos são pesados e as susceptibilidades relativas destes tipos de pedras em estudo podem ser facilmente estabelecidos pela medição da progressiva perda de peso, com a finalidade de se estabelecer uma taxa de degradação ambiental.

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No exemplo apresentado, seis tipos diferentes de pedra sofreram perdas de peso em quantidades variáveis, durante um ensaio de durabilidade. Pode-se encontrar uma explicação para estas diferenças nas diferentes propriedades das pedras.

Provavelmente as mais importantes propriedades são a resistência física e, em especial, a porosidade definida em termos de número, dimensão e extensão da ligação entre poros. Estas propriedades podem, por sua vez, determinar a quantidade de solução de sais que pode ser absorvida, a que velocidade ela migra através da pedra e se ela consegue preencher ou passar de poro para poro, quando cristaliza.

No ensaio apresentado, o basalto e o granito são tipos de pedra fisicamente robustas, que têm baixas porosidades ao redor dos 2%. Isto significa que elas podem absorver lentamente apenas uma pequena quantidade de solução, a partir da qual apenas se poderá formar um também pequeno número de cristais; portanto, poucos danos ocorrem.

Os tipos de pedra muito susceptíveis são os fisicamente mais fracos calcário de Lorphelin e arenito de Scrabo, que têm valores de porosidade acima dos 20%. Esta permite que seja absorvida mais solução, que cresçam mais cristais e que aumentem os danos.

O resultado deste ensaio demonstra que não apenas diferentes tipos de pedra, mas também diferentes variedades dentro do mesmo tipo variam no que respeita à sua susceptibilidade à degradação ambiental salina.

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Estas variações individuais de desempenho são explicáveis em termos de diferenças de porosidade, mas noutros casos, outros factores, talvez relacionados com a estrutura e com a resistência da pedra, podem assumir uma grande importância.

Um ensaio semelhante, usando uma solução saturada de sulfato de sódio, é um dos mais largamente aplicados e reconhecidos métodos para a avaliação da durabilidade da pedra e para a selecção do tipo de pedra apropriado para uma construção ou para um ambiente em particular.

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