Apontamentos Circulação Geral da Atmosfera 

Circulação Geral da Atmosfera 

A circulação geral da atmosfera é determinada por uma série de factores, dos quais salienta-se a variação solar em Latitude e em movimento de rotação da Terra. Já é sabido que as diferenças térmicas são conforme o gradiente barométrico. O movimento de rotação traz consequência o surgimento da força de Coriolis, e portanto, desvio nas trajectórias dos fluxos de ar.

Por outro lado, a conservação do movimento angular traduz um aumento da velocidade dos fluxos de ar quando a Latitude diminui no caso contrário.

Tendo com base o factor latitude, Moçambique faz parte da zona Intertropical, das altas pressões tropicais, onde se situa a zona de divergência, o ar movimenta-se para as baixas pressões equatoriais, que é a zona de convergência; os ventos constantes que ai se formam são os ventos alíseos.

Mas nas zonas subtropicais, o ar está sujeito a uma subsidência permanente, dai que é muito seco. Isso produz como resultado a formação dos desertos, onde praticamente não chove, tanto sobre os Continentes como sobre os Oceanos.

Nesta zona de Subsidência o céu quase sempre limpo, por isso, excassez de precipitação em forma de chuva. E para caso de Moçambique não existem regiões desérticas dado o factor correntes maritimas Quente do Canal de Moçambique, mas sim regiões Semi – Áridas (localidade de Pafúri).

Além da circulação geral da atmosfera, formam-se em certas zonas, devido a factores específicos, ventos locais – Brisas que são ventos periódicos que se alternam de sentido durante o dia e a noite.

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Nas zonas litorais, em particular de Moçambique, devido ao contraste terra – mar no seu comportamento térmico, estabelecem-se diferenças de pressão que estão na origem das brisas. Com o aquecimento mais rápido da terra durante a manhã, dá-se uma chamada de ar marítimo, isto é, brisa marítima. Mas com o arrefecimento mais rápido da terra durante a noite, nota-se a movimentação do ar da terra para mar, isto é, brisa terrestre.

Nas regiões montanhosas, por causa do contraste térmico entre o vale e os cumes, estabelece-se um sistema de brisas. De manhã os cimos aquecidos provocam uma subida do ar vindo do vale – brisa do vale. À noite, os cimos, arrefecimento facilita, a descida do ar – brisa da montanha.

Resumo

Moçambique faz parte da zona Intertropical, das altas pressões tropicais, onde se situa a zona de divergência, o ar movimenta-se para as baixas pressões equatoriais, que é a zona de convergência; os ventos constantes que dai se formam são os ventos alíseos.

O vento desloca-se de altas pressões (centro anticiclónicos) para as baixas pressões (centro ciclónicos). E a velocidade do vento é tanto maior quanto maior for a distância. A pressão depende da temperatura – quando a temperatura aumenta a pressão diminui e vice-versa.

A diferença em latitude provoca a circulação geral da atmosfera – os ventos alíseos que sopram dos Trópicos para o Equador.

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