Apontamentos Acabamentos por patina verde

Acabamentos por patina verde

A muito admirada camada protectora natural de patina azul esverdeada caracteriza os telhados antigos em cobre, nestes incluidos os das velhas catedrais, assim como as estátuas de bronze e outras superfícies de metais de cobre expostas ao tempo.

Por causa do tempo necessário para se conseguir este efeito, têm sido empreendidas muitas pesquisas sobre patinação artificial, com sucesso variado.

Na patinação natural o principal agente corante da película é o sulfato de cobre básico. Também podem estar presentes carbonatos e cloretos de cobre em diversas concetrações. Em localidades costeiras, os sais de cloreto podem constituir uma parte essencial da película de patina.

Os sais básicos de cloreto de cobre não são apenas francamente solúveis, mas também foto sensíveis.

Na produção ou aceleração artificial da formação da patina, o sucesso parece depender da maneira como as soluções são aplicadas, das condições climatéricas sob as quais o tratamento foi executado, e talvez o mais importante, do clima a que as superfícies tratadas ficam expostas.

Em consequência do número de variáveis envolvidas, as patinas quimicamente induzidas estão sujeitas a faltas de aderência, a manchar exageradamente os materiais adjacentes ou são inaptas em conseguirem uma razoável uniformidade cromática em áreas grandes.

Estas substanciais limitações devem ser consideradas quando se pretende reproduzir artificialmente um processo de exposição ao tempo que pode demorar a formar-se entre cinco a sete anos em regiões costeiras ou industriais, mais tempo em regiões rurais, e que talvez nunca se desenvolva em certos climas e atmosferas.

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As patinas artificiais para aplicações arquitectónicas tais como telhados em cobre, gradeamentos e estátuas têm um requisito inerente que dita que solução a ser empregue tenha que ser escovada ou pulverizada, por ter que ser aplicada sobre grandes áreas.

Limpeza

As superficies de cobre que vão ser coloridas devem ser limpas, já que qualquer poeira, óleo ou gordura na superfície vai interferir com a acção química da solução.

A limpeza envolve a remoção de filmes residuais de óleo deixados sobre as folhas de cobre ou de latão durante as operações fabris de laminação, e de dedadas e de poeiras depositadas na superfície durante o transporte e a aplicação.

Algumas chuvadas mais fortes podem limpar suficientemente as superfícies para que se possam iniciar as operações.

No entanto, é sempre aconselhável, especialmente se a coloração tiver que ser feita imediatamente após a instalação, que se aplique um agente para limpeza de metais comercial na superfície.

Podem ser satisfatórios os agentes de limpeza à base de fosfato tri sódico. Devem-se evitar os agentes de limpeza que deixam uma camada de óxido na superfície do cobre.

A seguir à limpeza enxagua-se abundantemente para se removerem todos os vestígios do agente de limpeza. Se esta limpeza for correctamente feita, a água do enxaguamente espalha-se uniformemente sem gotejar (formação de gotas globulares); por outras palavras, a água deve molhar uniformemente a superfície do cobre.

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Se necessário, a limpeza deve ser repetida até se obter esta condição.

A película de óxido sobre o cobre pode provocar falta de aderência da patina. Os telhados em cobre que tenham estado expostos ao tempo durante seis meses ou mais devem ser submetidos à remoção da película de óxido antes do início das operações de coloração.

Isto pode ser feito pela esfrega da superfície com uma solução fria de ácido sulfúrico a 5% – 10%.

Atenção: O operário deve usar luvas de borracha e ter cuidado para evitar a produção de salpicos de ácido sobre si próprio e sobre pedras ou madeiras adjacentes. Imediatamente após esta esfrega, a superfície deve ser novamente enxaguada com água limpa abundante. Esta operação deve deixar a superfície do telhado, quer seja velho ou novo, em boas condições para a coloração.

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