Apontamentos A sujidade nas fachadas em granito

A sujidade nas fachadas em granito

Foram feitas observações sobre a natureza da sujidade das fachadas em granito, num certo número de lugares em Aberdeeen. Esta sujidade pertence a dois tipos básicos.

A forma mais vulgar de  sujidade era uma camada fina e compacta, estreitamente agarrada à superfície da pedra.

A segunda forma de sujidade encontrada era uma crosta com vários milímetros de espessura, encontrada nalgumas superfícies de paredes e em localizações resguardadas, adjacentes às zonas de escorrimento da água.

Estas crostas pareciam formar-se em áreas que eram periodicamente humedecidas pelos escorrimentos adjacentes mas que, muito raramente ou nunca, eram directamente molhadas, quer pela incidência da chuva, quer pelo seu escorrimento.

A camada de sujidade compacta continha, habitualmente, placas de gesso em simultâneo com cloreto de sódio, produtos da combustão e grãos minerais.

A análise, das crostas indicou que elas eram principalmente compostas por gesso com quantidades secundárias de grãos de minerais graníticos, argilas e produtos de combustão.  

Os edifícios voltaram a ficar sujos imediatamente a seguir à limpeza, mas sabe-se pouco sobre a velocidade de progressão da sujidade nova. Esta velocidade de progressão da sujidade nova está dependente de um certo número de factores onde se incluem os níveis de poluição do ar, o clima, as características da pedra e a geometria da fachada.

Algumas áreas das fachadas ficaram novamente sujas  mais depressa do que outras, por exemplo, a sujidade nova parecia ocorrer mais cedo nas áreas afectadas pelos escorrimentos, ou em redor destas.

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Nas áreas húmidas, em particular, parecia que, inicialmente, a sujidade biológica se acumulava mais rapidamente do que a sujidade em partículas.  

Foram feitas medições, por medição de cores, das alterações da cor pela limpeza e da velocidade de reaparecimento da sujidade, em painéis de ensaio de limpeza da superfície em granitos,  situados no número 27-29 da rua King Street, em Aberdeen.

Não se encontrou nenhuma evidência de qualquer descoloração ou do aparecimento de manchas atribuíveis à limpeza.

No que respeita ao reaparecimento de sujidade, um ano mais tarde, a alteração média da luminosidade, para todas as  superfícies limpas, era uma perda de 1%.

Se a sujidade continuasse a progredir a esta velocidade, os  painéis voltariam ao seu estado de luminosidade anterior depois de, aproximadamente, uma década. 

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