Unidade Temática: Os meios de ensino

Introdução da Unidade Temática

Nesta unidade os formandos vão conhecer os meios de ensino em ciências sociais ao mesmo tempo que vão poder elaborar os meios.

O formando ao elaborar os meios de ensino terá uma ligação com o módulo de Educação visual ou mesmo com a comunidade dependendo do tipo de meio. A elaboração dos meios de ensino devera ser feita através de material local.

Evidências Requeridas da Unidade Temática

  • Selecciona correctamente os meios de Ensino;
  • Constrói alguns meios de ensino, tais como mapas, maquetes, globos, usando material local;
  • Explora correctamente o livro do aluno durante as aulas.

Mapa é uma representacao visual de uma região. Os mais conhecidos sao representações bidimensionais de um espaco tridimensional.

Os mapas representam e sintetizam informações históricas, políticas, económicas, físicas e biológicas de diferentes lugares do mundo.

A ciência da concepção e fabricação de mapas designa-se cartografia.

Podemos encontrar na classificação dos mapas duas classificações os mapas físicos e os mapas humanos.

Mapas físicos podem ser: geomorfologicos, climáticos, hidrográficos, biogeográficos. Os mapas geomorfológicos representam as características de relevo de uma região; os mapas climáticos indicam os tipos de clima que actuam sobre uma região; os mapas hidrográficos mostram os rios e bacias que cortam uma região e por último os mapas biogeograficos apontam os tipos de vegetação que cobrem uma determinada localização.

Mapas humanos podem ser político, económico, demográfico e histórico. Os mapas políticos apontam a divisão do território em países, estados, regiões, municípios, etc; mapas económicos indicam as actividades produtivas do homem em determinadas regiões; mapas demográficos apresentam a distribuição da população em determinada região e mapas históricos apresentam as mudanças históricas ocorridas em determinadas regiões.

Elementos de um mapa

Titulo: nome que indica o que o mapa esta representando, contendo informações como o recorte espacial, o periodo de tempo e a temática em geral;

Escala: informação de quantas vezes o terreno real foi reduzido em relação ao mapa;

Legenda: indentifica os simbolos e as cores usadas no mapa;

Orientação: aponta no mapa o rumo da rosa dos ventos;

Fonte: entidade responsavel pela realizacao do mapa.

O mapa constitui um meio de ensino imprescindivel no estudo das Ciências Sociais, uma vez que representa total ou parcialmente a Terra e a localizacao dos factos Históricos geográficos.

O mapa deve ter algumas características como:

  • Deve ser claro, com cores bem definidas, tracado nitido, poucas palavras imprensas;
  • Deve ser preciso, representando exactamente o facto a que se refere;
  • Ao utilizar o mapa o professor deve ter em conta o seu tamanho de modo a permitir que os alunos que se sentem no fundo da sala possam ver.

Mapas Murais

O seu valor é puramente didáctico, mas podem ser tão expressivos que um professor experiênte é capaz de dar uma aula inteira sobre um continente ou região, limitando-se a comentar, duma maneira inteligente, o mapa mural. A missão da cartografia mural é pôr em evidência, com clareza, factos fundamentais que é impossível fazer sobressair devidamente nos mapas do atlas.

Esboços Geográficos

Os esboços geográficos que o professor desenha no quadro e aqueles que o aluno deve fazer por si mesmo, no seu caderno diário, constituem um instrumento excelente de aprendizagem geográfica.

Caracteristicas que devem reunir:

  • Simplicidade – devem ser mais simples que o mapa, mostrando apenas o essencial;
  • Não empregar sinais irracionais, falhos de sentido geograficos, tais como série de picos para o relevo, linhas paralelas ao litoral para representar o mar etc.;
  • Traços vigorosos. Os traços vacilantes produzem muito mau efeito;
  • Uma certa precisão no desenho. Nunca reproduzir mapas de memórias;
  • Todo o mapa que se desenha na aula deve ter a sua própria significação. Deverá sempre obedecer a um fim concreto. É aconselhável o uso ou emprego do escantilhão.

Passos a observar no emprego do esboço geográfico:

  1. Introduzir o seu uso nos primeiros anos, precisamente na fase que vai dos 11 aos 14 anos, os nesta fase existe o gosto especial para desenhar mapas. Convem aproveitar esta circunstância para resumir o maior número possível de factos em mapas diferentes e variados. Á medida que os alunos das clsses iniciais vão compreendendo o significado dos esboços, realizarão este trabalho com gosto e os factos gravar-se-ão muito melhor na memória.
  2. Introduzir o seu uso de maneira gradual. Que os alunos se habituem, antes de mais, a reproduzir contornos com facilidade, fazendo sobressair as linhas fundamentais. Uma vez aprendido isto, poderão elaborar pouco a pouco mapas regionais com mais detalhes.
  3. Não permitir que os alunos copiem ou decalquem os esboços a partir do atlas.

Maquete geográfica ou modelo topográfico reduzido – é uma miniatura de qualquer parte da superfície terrestre vista em três dimensões, construída conforme os preceitos cartográficos e geográficos.

A maquete pode ser usada para diversos fins como: para mostrar onde estão os lugares, mostrar a relação sociedade natureza que é o meio ambiente.

A maquete é um recurso didáctico que permite a visualização tridimensional do relevo, apresentando de forma clara a noção de espaço.

As maquetes são modelos que reproduzem de forma reduzida e esquemática factos e acidentes geográficos. Pode se fazer maquetes para representar montanhas, planatos, planicies, vale, depressões,diferentes tipos de costa, ilhas, penínsulas, baías, cabos, entre outros. Estas moldagem pode ser feita de argila, gesso, barro, plasticina.

Os passos para a construção da maquete seriam:

  • Desenhar em folha fina o contorno geral do mapa;
  • Desenhar no mesmo tipo de folha toda curva de nível de menor altitude;
  • Desenhar em folhas separadas cada uma das curvas de nível mapeadas;
  • Cole cada uma dessas folhas sobre isopor de meio centímetro;
  • Recorte as curvas do isopor, usando agulha quente;
  • Cole as peças (as curvas), montando o relevo: as curvas de maior altitude sobre as de menor, até o topo das montanhas mais altas;
  • Cobrir com papel “marchê” (papel toalha ou higiênico aplicados com pincel embebido de mistura cola branca-água) para facilitar a aplicação da massa corrida, que eventualmente pode até ser desnecessária;
  • Caso ache necessário, passar massa corrida para eliminar os degraus que restarem e depois pintar;
  • O trabalho pode ser feito em EVA, papelão ou outro material, o essencial é manter a equidistância e o mesma espessura do material para cada curva;
  • Calcular o exagero vertical como veremos a seguir.

Globo terrestre

O Globo terrestre é um modelo a escala tridimensional da Terra sendo a única representação geográfica que não sofre distorção.

O Globo terrestre pode montar-se em um ângulo, o que o faz mais fácil de usar representando ao mesmo tempo o ângulo do planeta em relação ao sol a seu próprio giro. Isto permite visualizar facilmente como alteram os dias e as estacões.

O globo é um modelo em miniatura da terra, possuindo uma serie de vantagens em relacao ao mapa. No globo não se alteram as distâncias entre os diferentes pontos e conservam-se as proporções correctas das superficies representadas. As formas e contornos neles com são semelhantes aos que existem realmente na terra.

O uso do globo é muito geográfico e, para certos assuntos, é mais útil que o atlas. Vejamos em que ocasiões pode usar-se o globo com vantagem sobre o mapa:

1. Temas que tratem de direcções, localizações, etc.
2. Relações entre os continentes, distribuição de terras e mares etc.
3. Ligações entre fenómenos na totalidade da superfície do plano. O globo constitui o único meio para que os alunos cheguem, muitas vezes, a aperceber-se da unidade física da terra, reduzida a fragmentos nos mapas, e inclusivamente nos planisférios, que se deixam ver alguma relação deste tipo, dão-na completamente falseada.

Podemos encontrar os seguintes tipos de globo: globos de superficie lisa, globos moldados que permitem observar as altitudes e as profundidades, e existem globos mudos que permitem que se façam representações.

Atlas geográfico – alguns pedagogos consideram o atlas geografico ou mesmo historico como um “ dicionário” cuja a sua utilização é indispensavel no estudo das Ciências Sociais. O altas traz uma diversidade de mapas com temas diferentes o que possibilita ao aluno realizar diferentes actividades em pouco tempo. É importante a confrontação de mapas entre si, este procedimento possibilita descobrir as relações recíprocas entre os diferentes factos e estabelecer as leis mais simples da natureza.

Entre as principais serviços que o Atlas escolar proporciona no ensino de Ciências Sociais, podem enumerar-se os seguintes:

  • É um livro de referencia. Por isso o aluno deve conhecê-lo a fundo, tanto ou mais que o próprio livro;
  • É dicionário geográfico. Todo o bom atlas deve estar provido do correspondente índice;
  • É um instrumento de coordenação excelente; nada melhor do que as leituras no atlas para ligar conhecimentos que poderiam ficar desconexos;
  • É um meio eficaz para efectuar revisões rápidas e sintéticas sem o perigo do memorismo;
  • É um meio insubstituível para pôr em evidencia as ligações entre as três categorias de factores: físicos, biológicos e humanos. Para isso os alunos terão de comparar os diferentes tipos de mapas que todo o atlas costuma incluir (climáticos, de relevo, económicos, demográficos, etc.) e tirar daí as relações existentes entre os mesmos.

Material fotográfico (fotografia)

  • Constituem um magnífico instrumento para dar realismo ao ensino das ciências Sociais, particularmente para os conteúdos geográficos. Na impossibilidade de observar o local, a fotografia ajuda o aluno a imaginar, dum modo mais ou menos exacto, as paisagens que se descrevem. Daí que a exposição oral deve ser apoiada pela análise de fotografias;
  • Implica um exercício grande das faculdades de observação, reflexão e análise. O diálogo, bem orientado pelo professor, facilitará que os alunos cheguem às conclusões pretendidas;
  • São uma excelente ajuda para fixar e associar ideias. Convém obrigar os alunos a aplicar, por si próprio, os conhecimento tirados da análise duma fotografia;
  • São meios de estudo e revisão da matéria;
  • Convenientemente utilizadas, podem ser um recurso de que o professor dispõe para examinar o gau de solidez dos conhecimentos adquiridos;
  • Para os alunos são sempre uma boa fonte de interesse.

Livro do aluno

Livro do aluno – é um material principal para os alunos, constituindo a sua fonte mais importante.

Elementos do livro do aluno

  • Elementos verbais: textos com elementos descritivos; outros elementos integrantes do texto (tabelas, quadros e frases em destaques) e (resumo, tarefas, exercícios, indice e glossário);
  • Elementos não verbais: imagens (fotos, desenhos e esquemas); gráficos (barra, circular,tempo); elementos cartográficos (mapas) e elementos estatísticos.

Como trabalhar com o livro do aluno

O trabalho como o livro do aluno, realiza-se através do estudo independente. Para o sucesso é necessário utilizá-lo durante as aulas. Daí que a tarefa do professor será de oreientar os alunos, ensinando-lhes o que deve ser objecto de atenção, ajudando-lhes a distinguir o essencial do secundário.

No inicio do ano escolar o professor deve familiarizar os alunos com o livro, explicando-lhes as caracteristicas do mesmo; apontando a importancia dos mapas, das ilustrações; dos quadros; dos questionários e das tarefas constantes no livro. Na marcação do trabalho independente o professor deve:

  • Indicar a página;
  • Elaborar perguntas de acordo com o texto que os alunos deverão ler;
  • Deve elaborar perguntas de resposta directa de acordo com o texto, alternando com outras que não são de resposta directa.

A função da imagem no livro do aluno

A imagem do livro escolar não pretende ser um mero substituto da palavra do professor, mas ajudar o aluno e o professor na exploração dos conte’udos das Ciências Sociais. Portanto são várias as funções que ela desempenha:

Função Motivadora – implica uma minima interação texto imagem, visa despertar o interesse do aluno para a descoberta daquilo que o documento contem.

Função vicarial – pressupõem a substituição de uma realidade pela imagem. É mais para o caso de realidades que resistem à tentativas de apresentação verbal. A informação oferecida pela imagem é insubstituivel.

Função catalizadora de experiências – visa despertar as experiência acumuladas pelo aluno; estimulando a participação do aluno na aula, trazendo as sua vivencias e associá-las aos conteúdos da aula.

Função informativa – para levar o aluno a obter informação.

Função explicativa – visar dar explicação de um determinado fenómeno ou facto histórico/ geografico.

Função estética – limita-se a alegrar a capa, uma página do livro ou a preencher espaços vazios.

Função redundante – visa dar enfase um determinado facto ou fenómenos.