Sistemas de Pintura de Silicatos

Tal como as tintas de cal, as tintas de silicatos embebem-se no material subjacente mas, além disso, o ligante de silicato de potássio reage quimicamente com o material subjacente mineral para formar uma ligação de silicato microcristalino que é insolúvel. Cristalizações químicas secundárias tomam lugar entre o ligante, o pigmento colorido e o dióxido carbónico da atmosfera.

A estrutura microcristalina resultante tem uma dimensão de poros que permite a livre passagem do vapor de água (as tintas de silicato têm uma resistência à difusão muito baixa, equivalente a uma camada de ar com aproximadamente dois centímetros de espessura), mas os poros ou ‘furos’ são suficientemente pequenos para evitarem a entrada da chuva incidente. A natureza inerente à tinta de silicato é a de uma membrana semi permeável.

Combinados com esta estrutura básica, a tinta de silicato emprega cargas inorgânicas e pigmentos coloridos de terras naturais que não são afectados pela degradação por acção dos raios UV. A sua estrutura microcristalina é comparável à da estrutura mineral em que são aplicadas e têm um coeficiente de dilatação térmica também comparável. Os silicatos insolúveis formados na reacção química são resistentes a fortes ataques ácidos e alcalinos, da mesma forma que a areia de sílica é um produto altamente resistente.

Como revestimento de protecção altamente poroso, as tintas de silicato oferecem um valor alternativo às tintas de cal, e podem proporcionar muito maiores expectativas de vida. Existem exemplos documentados de sistemas de pintura destes que têm um desempenho satisfatório sobre fachadas em reboco à base de cal, na Alemanha, na Suíça e na Noruega, durante períodos superiores a 100 anos.