Apontamentos Sais Solúveis em Alvenarias

Sais Solúveis em Alvenarias

Os sais solúveis são o principal agente da degradação dos materiais de construção porosos, e um motivo de grande frustração para as pessoas envolvidas na conservação dos edifícios históricos.

O comportamento dos sais pode parecer imprevisível, já que eles conseguem ficar adormecidos durante longos períodos e, subitamente, tornam-se activos provocando danos e desfigurando as fábricas históricas.

Noutros casos, a acção dos sais é progressiva, enfraquecendo as superfícies a um nível microscópico, durante décadas ou mesmo séculos, e provocando uma erosão natural parecida com a que  ocorre na face da pedra nas pedreiras.

Em 1932, Schaffer descreveu este problema no seu trabalho  fundamental “The Weathering of Natural Building Stones1 e a respectiva descrição permanece a mais abrangente fonte sobre o assunto, assinalando os factos essenciais, os sais habitualmente encontrados e  os mecanismos da cristalização e de degradação.  

Os efeitos destruidores dos sais solúveis estão intimamente relacionados com os ciclos de molhagem e secagem da face da alvenaria. Quase todos os materiais históricos são porosos, num certo grau.

A rede de poros existente na pedra e no tijolo contém água na qual podem estar dissolvidos quantidades e tipos variáveis de sais.

Como a secagem/evaporação acontece na face da alvenaria, os  sais cristalizam, a partir da solução, produzindo os cristais brancos conhecidos por eflorescências.

Embora estes cristais brancos e fofos possam parecer dramáticos, quando se projectam até 10 a 20 mm para fora das superfícies, eles podem ser relativamente inofensivos se comparados com a cristalização oculta de sais (criptoflorescência) que acontece no interior dos poros, abaixo da superfície da alvenaria.

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Os poros mais finos não conseguem acomodar a crescente acumulação de sais e acabam por ser destruídos pelas forças expansivas provenientes do crescimento dos cristais, provocando a degradação da superfície.  

O mecanismo da cristalização dos sais solúveis fica graficamente ilustrada pela simulação e aceleração do processo que ocorre na alvenaria.

Se colocarmos uma amostra de pedra num tabuleiro baixo contendo uma solução saturada de sais, o sal viaja com a solução, através da amostra, e cristaliza no cimo desta, com a evaporação da humidade.

Se a amostra for secada, a seguir, o e processo de humedecimento e secagem for repetido, a pedra ir-se-á degradando. Isto é uma variante da norma do Building

Research Establishment para o ensaio de durabilidade do calcário de construção. O ensaio do BRE submete amostras à imersão em sulfato de sódio e à secagem em forno, repetindo este processo por 15 ciclos.

Mede-se a perda de peso e a durabilidade do calcário é avaliada pela percentagem do peso perdido.

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