Apontamentos Registo Multimédia do Património Cultural

Registo Multimédia do Património Cultural

O recurso à computação gráfica, enquanto ferramenta de visualização tridimensional, é, sem dúvida, importante na compreensão da evolução histórica e arquitectónica de um monumento e sua envolvente.

Contudo, e como é referido em [Sims 1997] [Quintero 1999], os especialistas ligados ao estudo e conservação do património arquitectónico têm ainda alguma relutância na utilização desta tecnologia.

Essa relutância deve-se em grande parte ao elevado rigor e precisão necessários para simular, com a devida correcção geométrica e realismo, os objectos ou estruturas.

O rigor exigido ao registo do património cultural é, de facto, uma problemática interessante no registo multimédia.

Se, por um lado, o rigor para um especialista do património se prende com a correcta simulação das propriedades geométricas de um monumento, para um especialista em computação gráfica o rigor está, quase sempre, dependente de um número de polígonos, que condicionam o desempenho da estação de trabalho gráfica [Bernardini e Rushmeier 2000].

Assim, para o registo multimédia do património cultural, o rigor tem de ser definido de acordo com os objectivos globais e respectivo público alvo.

Esse rigor é obtido a partir do trabalho consensual de uma equipa multidisciplinar e está patente na:

  • Correcta geometria e georeferenciação do monumento em estudo;
  • Escolha adequada dos materiais, cor e texturas;
  • Simulação ideal das condições de luminosidade;
  • Representação cuidada da sua envolvente natural.

Reunidas estas condições, a elaboração de um registo 3D de uma estrutura arquitectónica ou arqueológica obedece ao diagrama, onde se pode verificar que o registo tradicional é utilizado para obter um protótipo do monumento.

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sse protótipo é depois sujeito a um processo de optimização, utilizando técnicas avançadas de computação gráfica 3D.

O registo multimédia é, para além de uma excelente ferramenta de investigação para os especialistas, um óptimo ponto de partida para a divulgação do Património Cultural, necessária para a criação de uma consciência pública do Património e para a democratização do saber [Marcos, Bernardes e Fontes 1999].

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