Apontamentos Processos de degradação subjacentes

Processos de degradação subjacentes

Os tipos de pedra que são mais obviamente susceptíveis à degradação pela chuva ácida são os calcários e os mármores, constituídos essencialmente por carbonato de cálcio.

Esta condição é consequência de dois processos de degradação ambiental complementares poderem actuar simultaneamente sobre eles. O primeiro desses processos é a dissolução ambiental.

A perda por dissolução não é exclusiva dos ambientes poluídos e também é provocada pela queda da chuva natural.

Isto sucede porque a água da chuva é, um ácido fracamente carbónico formado pela reacção do dióxido carbónico com a humidade atmosférica. O carbonato de cálcio é solúvel no ácido carbónico.

Em ambientes poluídos, a acidez da chuva é aumentada e a sua actividade solvente intensificada.

É este o caso particular no qual estão presentes na atmosfera óxidos de enxofre e se forma um ácido sulfúrico fraco. Se este cai sobre uma pedra que contenha carbonato de cálcio, reage com ela para produzir o sal conhecido como sulfato de cálcio, ou gesso.

Tipicamente, a maioria deste gesso é removida pela chuva que escorre pela superfície do edifício, mas se parte dessa chuva se embeber na pedra ou ficar retida sobre a sua superfície e evaporar de seguida, o sulfato de cálcio pode cristalizar e contribuir para a desintegração física da pedra através de um processo conhecido como degradação ambiental salina.

Apesar de o gesso ser o sal mais vulgarmente produzido pela deposição ácida, não é de forma alguma o único. A grande variedade de tipos de pedra usados na construção e a complexidade química da deposição ácida significam uma larga gama de outros sais que também podem ser encontrados.

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Tal como no caso da dissolução ácida, a degradação ambiental salina também pode ser um processo de ocorrência natural e os seus efeitos podem ser claramente observados em muitos edifícios situados em ambientes costeiros.

Os sais formados também podem ser dissolvidos posteriormente pela chuva ou pela água de percolação e transferidos para outros materiais de construção porosos.

Nestas condições, materiais como os granitos, os arenitos não calcários, a ardósia, o tijolo, o betão, as argamassas, a madeira e as tintas que não contenham, por exemplo, carbonato de cálcio e que não são imediatamente susceptíveis ao ataque pela chuva ácida, também podem vir a ficar seriamente danificados.

Graças a esta capacidade que todas as pedras têm para serem contaminadas, os danos consequentes da degradação ambiental ácida podem ser terminalmente mais dramáticos do que a perda de material por dissolução.

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