Apontamentos Pregos e parafusos para madeira

Pregos e parafusos para madeira

Pregos forjados manualmente Os pregos estão entre os primeiros objectos metálicos feitos pela humanidade, sendo indispensáveis para objectos diariamente comuns como as portas e os revestimentos para telhados, os sapatos, os baldes e os barris. Os pregos primitivos eram geralmente de secção quadrada e os mais antigos eram forjados individualmente a partir de ferro. A cabeça do prego era formada quer por simples dobragem do seu corpo para formar uma forma em L, quer por batimento de um molde manual sobre o topo do corpo para formar um batente, por exemplo a “cabeça de rosa”, uma forma simples de pirâmide de quatro faces. No entanto, sendo forjados manualmente, a variedade de formas e de moldes são infinitas.

Estes pregos eram caros de produzir e eram usados com parcimónia.

Pregos recortados primitivos O aparecimento de pregos recortados data dos finais do Séc. XVI, com o aparecimento de oficinas de corte movidas a água. Depois de se bater o ferro quente até formar chapas (ou, a partir de finais do Séc. XVII, de se laminar), cada chapa era recortada em barras compridas de secção quadrada por rolos que cortavam como uma tesoura. As barras com a espessura necessária eram então transformadas em pregos e cavilhas por “nailers”. Só a cabeça e a ponta é que eram forjadas, pelo que esses pregos, que foram comuns entre o Séc. XVII e o Séc. XIX, podem ser distinguidos dos anteriores pela sua secção transversal regular e nítida.

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Pregos recortados à máquina Os primeiros pregos fabricados mecanicamente eram chatos e não tinham cabeça. Desde 1811 que foram produzidos a partir de secções laminadas de chapa de ferro, cortada em barras com largura igual ao comprimento do prego. A chapa era então colocada numa potente guilhotina que cortava em ângulo, um prego de cada vez. Assim, estes pregos tinham apenas duas faces oblíquas, produzindo um ponto quadrado (ver ilustração), e são facilmente distinguíveis dos pregos recortados mais antigos.

Pregos estampados Em 1840 apareceu uma máquina capaz de incorporar uma cabeça simples, e pelos finais de 1860 os pregos começaram a ser estampados, produzindo-se diversos pregos ao mesmo tempo.

Pregos de arame Os pregos de arame, que dominam o mercado actualmente, datam de finais do Séc. XIX, apesar de os pregos recortados permanecerem como a principal forma usada até 1930, e ainda serem vulgares.

Parafusos primitivos Apesar de o princípio do parafuso ser antigo, o parafuso para madeira – essencialmente um prego redondo com o corpo roscado e uma ranhura na cabeça para auxiliar a sua remoção – parece ter-se desenvolvido em meados do Séc. XVI quando foram usados em fechaduras e, especialmente, em relógios. No entanto, estes parafusos primitivos, manualmente forjados, eram caros de fabricar e não eram usados nos trabalhos de carpintaria corrente.

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Parafusos fabricados à máquina No final do Séc. XVIII eram feitos à máquina parafusos sem bico, e em 1840 George Nettlefield começou a produzir os parafusos bicudos modernos na sua fábrica de Birmingham, iniciando-se a sua utilização em larga escala na carpintaria.