Apontamentos O Registo de Património

O Registo de Património

A importância do registo do património cultural é, naturalmente, inegável e imprescindível face ao estado, por vezes, de risco e degradação em que se encontra grande parte do actual património.

O registo serve para organizar e ordenar os dados existentes de um monumento, tornando mais simples a reconstituição do seu passado, a sua interpretação e a perpetuação do conhecimento [Arnold 2000].

A documentação de eventos, religião, cultura ou esquemas arquitectónicos, entre outros, foi desde os primórdios das civilizações, uma pratica protegida pelos vários poderes, o que permitiu aos estudiosos actuais estudar, reconstruir e preservar inúmero património.

As técnicas de registo tiverem assim uma evolução desde os desenhos nas rochas, texto sobre papiros, pinturas, etc. até á representação bidimensional usando papel e as técnicas digitais dos dias de hoje [Tringham 2000].

Nos nossos dias, o registo tradicional não digital do património tem sido feito recorrendo a fotografias, filmes, desenhos, levantamentos arquitectónicos e documentos escritos.

No entanto, este suporte não é suficiente, uma vez que, por um lado, se degrada ou fica irremediavelmente destruído com relativa facilidade e, por outro lado, não facilita a interpretação espacial e temporal que os especialistas procuram.

O recurso a técnicas digitais abriu novos horizontes e possibilidades [Solomon 2000].

A utilização de tecnologia informática no registo do património não é recente.

Desde a década de 80 que se utilizam bases de dados relacionais para guardar a enorme quantidade de informação que se obtém dos registos, tornando-a, assim, mais “maleável” para quem necessita de a consultar e estudar.

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Apesar do recurso às bases de dados solucionar alguns problemas que se colocam com o registo tradicional, havia outros, tais como a interpretação espacial e temporal, que subsistiam.

Estas dificuldades são finalmente ultrapassadas com a utilização das novas tecnologias multimédia e de ambientes virtuais [Zheng e Zhang 1999], que se tornam imprescindíveis na nova era do registo do património cultural.

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