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Multiculturalismo

Segundo Wiviorka (1999) é no quadro acima descrito que se impõe a ideia de multiculturalismo, que preconiza a interacção entre as diferentes culturas, sem hierarquização de saberes e modos de vida.

Desta forma, o multiculturalismo pressupõe uma visão positiva da diversidade cultural, privilegiando o reconhecimento, valorização e incorporação de identidades múltiplas nas formulações de políticas públicas e nas práticas quotidianas.

A despeito dos desafios impostos pelo mundo globalizado, é preciso que reconheçamos a necessidade do convívio em uma sociedade cuja realidade é multicultural. Para tanto, devemos, mais do que respeitar, valorizar as diferenças próprias de cada indivíduo. Para Wiviorka (1999).

“O movimento antiglobalização apresenta-se, na virada deste novo milénio, como uma das principais novidades na arena política e no cenário da sociedade civil, dada a sua forma de articulação/actuação em redes com extensão global.

Ele tem elaborado uma nova gramática no repertório das demandas e dos conflitos sociais, trazendo novamente as lutas sociais para o palco da cena pública, e a política para a dimensão, tanto na forma de operar, nas ruas, como no conteúdo do debate que trouxe à tona: o modo de vida capitalista ocidental moderno e seus efeitos destrutivos sobre a natureza (humana, animal e vegetal)”.

Costa (2013) diz que “É fato social toda maneira de agir, fixa ou não, susceptível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter.”

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A segunda teoria é a idealista, que se subdivide em três, sendo elas:

  • Sistema cognitivo: Desenvolvido por W. Googdenough, que acreditava que cultura era um sistema de conhecimento. Keesing comenta que se cultura for assim concebida fica no mesmo patamar da linguagem. O sistema cognitivo aprimora os métodos linguísticos.
  • Sistemas estruturais: Desenvolvido por Claude Lévi-Strauss, a cultura é um sistema simbólico, ou seja, uma criação cumulativa da mente humana. Ele tenta descobrir na estruturação dos domínios culturais como: mito, arte, linguagem, etc. os paralelismos culturais são por ele explicados pelo fato de que o homem está submetido as regras.
  • Sistemas simbólicos: Desenvolvida nos Estados Unidos
    principalmente por dois antropólogos: Clifford Geertz e David
    Schneider.

Geertz define homem baseado na definição de cultura, ou seja, para ele a cultura dever ser considerada um conjunto de mecanismos de controle, planejar, regras, receitas, etc., para se poder governar.

Ele afirma que “um dos mais significativos fatos sobre nós pode ser finalmente a constatação de que todos nós nascemos com um equipamento para viver mil vidas, mas terminamos no fim tendo vivido uma só!”, ou seja, podemos nos adaptar a qualquer ambiente, basta procurarmos respeitar as regras de convivência desse lugar. Estudar cultura é em síntese estudar um sistema de símbolos.

O conceito de cultura é essencialmente semiótico, que vem de encontro com o pensamento de Max Weber “que o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu”.

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Geertz (2007) concebe a cultura como uma “teia de significados” que o homem tece ao seu redor e que o amarra. Busca-se apreender os seus significados (sua densidade simbólica).

Para Costa(2013) apontando Schneider cultura também é um sistema de símbolos e significados, porém a cultura não depende da observação, mas do status epistemológico das unidades, mesmos fantasmas e pessoas mortas podem influenciar na cultura. Ex: nós brasileiros todo dia dois de novembro vamos ao cemitério para “celebrar” o ‘Dia de finados’, já os americanos celebram o ‘Dia de todos os santos’, ou como é mais conhecido ‘Halloween’.

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