Apontamentos Modelos Digitais de Elevação

Modelos Digitais de Elevação

Em revisão bibliográfica, TEN CATEN (2011c) constatou que o factor de formação relevo foi empregado na totalidade dos estudos de MDS analisados.

Possivelmente isso se deva a sua ampla disponibilidade pelo uso de Modelo Digital de Elevação (MDE) oriundo do SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) e de cartas topográficas, além da ausência de informações em grandes escalas dos demais factores de formação do solo.

Também contribui para sua aplicação a possibilidade de derivar a partir do MDE um grande número de covariáveis preditoras, a clara relação existente entre o relevo e o padrão de distribuição espacial das classes de solos, além da resolução espacial dos arquivos raster associados a este factor.

Neste sentido, o MDE é um plano de informação que descreve a altitude, ponto a ponto, de uma determinada área. Ele pode ser gerado a partir de diferentes fontes de dados:

Segundo as interpretações feitas por VALERIANO (2008), alude que:

Apesar dos dados oriundos de MDEs apresentarem limitações a uma condição ideal de uso (escala, resolução e precisão), sua disponibilidade, associada ao baixo custo de obtenção e de manipulação, torna a modelagem de tais bases, uma alternativa viável na aplicação de métodos paramétricos para o estudo do terreno.

A praticidade destaca-se ainda mais com o uso de MDEs oriundos de sensoriamento remoto, já que tais produtos encontram-se disponíveis gratuitamente na internet.

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Erros em MDEs gerados a partir de dados de sensoriamento remoto podem ser atribuídos a muitos factores, como: ruídos nos processos de aquisição e transferência de dados, erros na geometria da órbita ou, ainda, a presença de nuvens nas imagens e características do terreno (CHAGAS et al., 2010a).

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