Consequências da expansão e penetração mercantil

Consequências da expansão e penetração mercantil

Descoberta de novas terra

Foi com expansão Europeia que se descobriu toda a costa ocidental africana e se chegou ao litoral sudeste de África, que era até então desconhecido. Foi também, com esta expansão que se descobriu o continente americano, a que chamaram de novo mundo, e o Oceano pacífico, que até ao século XVI não era descrito em nenhum mapa do mundo.

Avanços no campo das ciências

As descobertas permitiram aos Europeus desenvolverem a ciência náutica, através da navegação pelos astros. A partir do conhecimento gerado por estas viagens foram criadas cartas de reconhecimento da costa marítima e mapas já muito completos, representando os oceanos e o contorno dos continentes.

A expansão trouxe também o desenvolvimento das ciências. As ciências naturais e humanas desenvolveram-se com o conhecimento de novas espécies tropicais de plantas e animais até então desconhecidas e de povos com culturas diferentes das dos europeus.

O contacto com climas novas para os europeus e o contacto com doenças desconhecidas levaram a medicina a realizar pesquisas que culminaram na descoberta de medicamentos para as doenças tropicais, como a malária e a febre-amarela. Estas doenças, durante os primeiros tempos da expansão, dizimaram muitos europeus.

A abertura de novas rotas comerciais entre a Europa, a América e a Ásia, ligou estes quatros continentes através do comércio internacional.

Avanços científicos e técnico da Europa a partir do século XV

Na Europa do século XV, para alem das transformações económicas, políticas e sociais, também se registaram avanço nas ciências e nas técnicas que permitiram aos europeus expandirem-se pelo mundo.

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Todos estes avanços contribuíram para um objectivo principal: encontrar um caminho que levasse a Índia sem passar pelas terras dominadas pelos muçulmanos.

Desenvolvimento das ciências náuticas

No século XV, os europeus desenvolveram as ciências náuticas passando a usar novos instrumentos que ajudava na navegação tais como: a bússola, o quadrante e o astrolábio.

Estes três instrumentos ajudavam nos marinheiros a orientarem-se pelos astros: tanto de dia como de noite, podendo assim navegar no alto mar sem correr o risco de se perderem.

A caravela, uma embarcação ligeira de alto mar, muito manobrável, possibilitou avançar pelo Anulativo Sul nas viagens de exploração, navegando contra ventos contrários, graças as suas velas triangulares. Os marinheiros Europeus já possuíam cartas de marear bastante, com a descrição das costas, dos portos e as respectivas técnicas de manobra das embarcações. Grande parte destas informações, instrumentos e técnicas de navegação foram fruto  de contactos havidos  séculos atrás com as civilizações árabes no Norte de África e da Península Ibérica. Outra contribuição foi dada pela experiência transmitida pelos marinheiros Italianos e Cataliseis, que desde o século XIII percorriam rota de longo distancia, entre o mar mediterrâneo e mar báltico, no norte da Europa.

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