Apontamentos Estado Geral da Superfície e sua Incidência na Limpeza

Estado Geral da Superfície e sua Incidência na Limpeza

O estado geral de uma fachada resulta dos estados particulares dos materiais que a compõem.

Pode ser caracterizado pela localização, grau e extensão da sujidade e das modificações da superfície. Podemos, por exemplo, fazer uma distinção em:

  • Materiais sãos, não ou pouco alterados e coerentes
  • Materiais danificados, apresentando à superfície uma certa incoerência ou uma perda de matéria
  • Materiais arruinados, quando a sua alteração é profunda.

No caso de materiais sãos, ou seja para a maioria do património construído corrente, as deposições podem ser eliminadas ou fortemente atenuadas por uma limpeza que não encare com sensibilidade o material.

Em contrapartida, as manchas (elementos que penetraram nos materiais) só podem desaparecer eliminando-se em simultâneo uma parte mais ou menos importante da superfície do material, salvo em caso de utilização de um tratamento químico apropriado.

A eliminação das manchas afasta-se das noções habituais da limpeza para se aproximar preferencialmente das técnicas de tratamento.

A sujidade pode mascarar a existência de diferenças de tonalidades mais ou menos importantes próprias dos materiais aplicados (originais ou lotes diferentes de material) ou relacionadas com uma evolução superficial não homogénea sob condições de exposição diferentes.

Tal é nomeadamente o casos dos rebocos hidráulicos ou dos betões que apresentam tonalidades relacionadas a fenómenos de carbonatação e de sulfatação ou a dissoluções em zonas de escorrimento preferencial das chuvas.

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Estas diferenças de aspecto e de textura fazem parte integrante dos materiais e a sua uniformização, que sai do contexto de uma simples limpeza, é o mais frequentemente desaconselhável, tendo em conta o carácter muito enérgico das intervenções necessárias e dos seus resultados a maior parte das vezes aleatórios.

Em caso de materiais alterados ou destruídos, a limpeza por si só não chega. Deve ser obrigatoriamente acompanhada por trabalhos de restauro, como, por exemplo, por tratamentos de consolidação prévia em caso de pedras trabalhadas ou de esculturas para as quais a noção de conservação do material deve prevalecer sobre a de asseio.

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