Apontamentos Desenvolvimentos Vitorianos

Desenvolvimentos Vitorianos

A enorme expansão urbana que ocorreu no período Vitoriano provocou uma proliferação de lojas de retalho em todas as cidades, aldeias e subúrbios.

Construtores como I & J Taylor e como S W Francis & Co. ofereciam largas gamas de desenhos normalizados, que podiam ser escolhidos por catálogo. Os exemplos típicos tinham montras altas, incorporando frequentemente um ventilador em ferro fundido, por baixo da faixa revestida com madeira ou vidro.

Eram frequentemente incorporados veda-luzes na cornija e foram introduzidas grades de segurança de enrolar, em madeira, lá para os finais do século, em substituição dos taipais de madeira amovíveis.

Na base da montra, a moldura de madeira incluía quer uma grelha inferior (bottom rail) quer uma soleira larga (deep sill), um pormenor frequentemente desprezado pelas interpretações modernas. Era habitual o apainelamento da porta e do painel por baixo da montra (stall riser).

Apesar de o vidro plano produzido por máquinas já estar à venda desde cerca da viragem do século, o seu uso foi bastante raro nas frontarias das lojas até à década de 1840, em que começaram a aparecer, em quantidade crescente, painéis altos sem serem subdivididos pelos bites da caixilharia.

A produção de chapas de vidro maiores era mais limitada pelo seu custo do que pela tecnologia disponível. Aparecem alguns exemplos isolados de painéis de vidro em tamanho completo em lojas tais como a Asprey’s, em Bond Street, Londres, na década de 1860, tornando-se mais vulgares lá para os finais do século.

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A variedade de desenhos aumentou rapidamente durante este período, com o aparecimento, muito cedo, do ferro fundido, seguido pelo latão e pelo bronze em perfilados, por volta de meados do século, com pormenores requintados, incorporando frequentemente painéis por baixo das montras (stall-riser) em pedra ou em mármore, sem soleira.

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