Degradação e Danos na “Compo”

Até certo grau, a longevidade da composição ornamental histórica está relacionada com a proporção dos ingredientes na massa original e com a sabedoria do artesão que a aplicou. Mas ela está muito mais dependente das condições climatéricas interiores e dos efeitos a longo prazo do calor e da humidade quer na “compo”, quer no substrato de madeira.

Variáveis na amassadura e na aplicação. A “compo” seca é inerentemente dura e um pouco frágil; a sua fragilidade crescente ao longo do tempo é, primeiramente, consequente da oxidação e do endurecimento do componente óleo de linhaça. Por sua vez, o óleo secante contribui para a fissuração com a idade. Assim, durante a fabricação inicial, se o conteúdo em óleo for baixo e se o conteúdo de enchimento seco (“chalk”) for elevado, é menos provável que ocorra
fissuração ao longo do tempo. Originalmente, a “compo” era fixada, provavelmente, usando-se pequenos pregos. Aqui mostra-se o actual estúdio da J.P.

Um conservador substitui peças partidas de ornamentação em “compo” numa moldura de lareira durante uma obra de restauro.

Eles eram usados para se evitar que a “compo” se deslocasse ou rodasse depois de ter sido aplicada no seu lugar. Se era usado um número insuficiente de pregos pelo operário, durante o processo de aplicação, a “compo” solta-se muito simplesmente, conforme as fissuras se vão desenvolvendo.

Condições ambientais interiores. A “compo” foi concebida para ser um substituto durável da madeira e do mármore gravados à mão e do estuque decorativo; o seu potencial para a ruína estrutural é geralmente consequente da ruína do substrato e não da própria massa da “compo”. Teoricamente, a composição deverá movimentar-se com as alterações atmosféricas, em consequência do componente cola que é sensível à humidade. A sua rotura total ocorre tipicamente quando a base em madeira expande e contrai a taxas diferentes das da “compo”, durante flutuações extremas de temperatura e de humidade. Especialmente quando ela está perto de uma fonte de calor, tal como directamente sobre uma lareira, a “compo” desenvolve fissuras e fendas de retracção. Os sistemas actuais de aquecimento montados nos edifícios antigos também contribuem para a síndroma de secagem e fendilhação.