Cores e Tonalidades para a Reparação do “Stucco” Histórico

A cor da maioria do “stucco” primitivo era proporcionada pelo agregado usado na composição – geralmente a areia. Eram adicionados à composição alguns pigmentos naturais, e o “stucco” dos séculos XVIII e XIX era frequentemente marmoreado ou pintado em imitação de mármore ou de granito. O “stucco” era frequentemente revestido com uma caiação a branco ou de cor. Esta tradição evolui mais tarde para a utilização de tintas, cuja popularidade dependia das variações da moda assim como dos meios existentes para a ocultação das reparações. Porque muitas das cores primitivas eram retiradas da natureza, as tonalidades dos “stucco” resultantes tendiam para serem as das terras naturais. Isto foi verdade até ao advento do “stucco” brilhantemente colorido das décadas iniciais do século XX. Foi o chamado “Jazz Plaster” desenvolvido por O. A. Malone, o “homem que trouxe a cor à Califórnia”, e que fundou a Califórnia Stone Products Corporation em 1927. O “stucco” da Califórnia foi revolucionário no seu tempo por ter sido o primeiro “stucco”/ estuque que continha pigmentos coloridos nas suas embalagens de composições pré-doseadas, preparadas em fábrica.

Quando se remenda ou repara uma superfície em “stucco” histórico que se sabe ter sido colorida, pode ser possível determinar-se por análise visual ou microscópica se a origem da cor era a areia, o cimento ou um pigmento. Apesar de alguns pigmentos ou agregados tradicionalmente usados já não estarem à venda, pode-se conseguir uma afinação de cor aproximada usando-se areia, pigmentos naturais ou minerais, ou uma combinação destes. Para se obter essa afinação é necessário executarem-se ensaios e compararem-se as cores das amostras de ensaio secas com o original. Uma combinação de pigmentos bem sucedida no “stucco” seco de uma amostra de ensaio, para uma mistura preparada para a camada de acabamento, exige uma considerável competência. A quantidade de pigmentos usada deve ser cuidadosamente medida em cada amassadura de “stucco”. Um tempo de amassadura demasiadamente prolongado pode provocar a separação entre o pigmento e a cal. Qualquer alteração na quantidade de água acrescentada à composição, ou a utilização de água para se aplicar a camada de acabamento pigmentada também, irão afectar a cor do “stucco” depois de seco.

Geralmente, a cor obtida pela mistura manual destes ingredientes pode proporcionar uma afinação aproximada para se cobrir uma parede inteira ou uma área suficientemente distinta do restante da estrutura onde as diferenças de cor não sejam evidentes. No entanto, pode não resultar em pequenos remendos conspicuamente situados num alçado principal, onde as diferenças de cor são especialmente observáveis. Nestas circunstâncias, pode ser necessário esconderem-se estas reparações pela pintura da totalidade da fachada remendada, ou mesmo de todo o edifício.

Muitos edifícios em “stucco” têm sido pintados ao longo dos anos e podem necessitar de novas pinturas depois de terem sido feitas reparações no seu “stucco”. Os revestimentos adequados para os edifícios em “stucco” são as tintas à base de cal e de cimento e as tintas à base de borracha ou de óleo.

O factor mais importante que deve ser considerado quando se repara uma superfície anteriormente pintada ou revestida é que a nova tinta seja compatível com qualquer revestimento já existente nessa superfície. Na preparação para a pintura, devem ser removidos toda a tinta solta ou em descamação, ou outros materiais de revestimento não firmemente aderentes ao “stucco”, por escovagem manual com escovas de cerdas naturais firmes. A superfície deve ser, depois, limpa.

As tintas à base de cimento, muitas das quais contém, hoje em dia, algum cimento Portland e são, na realidade, uma espécie de caiação, têm sido tradicionalmente usadas nos edifícios em “stucco”.

Os seus ingredientes são fáceis de comprar. Além disso, a cal destas tintas liga-se ou reúne-se ao “stucco”, e proporciona um revestimento muito durável. Em muitas regiões, a caiação era aplicada anualmente durante a limpeza da primavera. As tintas modernas, comercialmente disponíveis, pré-doseadas para alvenaria e de base mineral também podem ser usadas nos edifícios históricos em “stucco”.

Se uma estrutura tiver que ser pintada pela primeira ver, por se ter que esconder reparações, qualquer destes revestimentos pode ser aceitável, conforme a situação em causa. A tinta de borracha, por exemplo, pode ser aplicada sobre paredes ligeiramente húmidas ou onde exista um excesso de humidade, mas a tinta de borracha não adere bem sobre áreas gizadas ou pulverulentas. As tintas de óleo e as tintas alquídicas, devem ser aplicadas apenas sobre paredes secas; o “stucco” novo deve curar durante um ano antes que possa ser pintado com uma tinta à base de óleo.