Biosfera + Zona Superficial da Terra = Ecosfera



Mas assim como é possível associar todos os ecossistemas num só de enormes dimensões – a ecosfera – também é possível delimitar, nas várias zonas climáticas, ecossistemas característicos conhecidos por biomas, caracterizados por meio do factor Latitude. Por sua vez, em cada bioma, é possível delimitar outros ecossistemas menores.

Principais Biomas

Tundra – Característica das regiões de clima frio. Predominam musgos, líquenes, gramíneas e algumas árvores anãs.

Taiga – Clima frio, mas menos frio que o da tundra. Há mais água no estado líquido. Árvores com copas em forma de cone e com folhagem persistente. Deste modo, há melhor aproveitamento da fraca energia luminosa: os ramos superiores não fazem sombra sobre os inferiores e a fotossíntese realiza-se todo o ano (folhagem persistente).

Deserto – Clima seco e grandes amplitudes térmicas diurnas: Vegetação pouco desenvolvida e pouco variada. Animais capazes de suportar estas condições adversas.

Floresta temperada – Floresta de árvores de folhagem caduca, característica das zonas temporadas.

Savana – Pradaria característica das regiões tropicais, com algumas árvores espalhadas. Locais de pastagem para muitos herbívoros (equivalente a cerrados).

Floresta equatorial – Floresta luxuriante, com variadíssimas espécies de árvores de grande porte.

Alguns ocupam áreas tão reduzidas que merecem o nome de microecossistemas. Numa floresta, por exemplo, as clareiras e as zonas densas, a face voltada a norte ou a sul de um tronco de árvore, etc., apresentam comunidades bióticas distintas. Constituem pequenos ecossistemas no grande ecossistema que é a floresta – são os microecossistemas.

Factores Abióticos

Existem elementos componentes do ambiente físico e químico que agem sobre quase todos os aspectos da vida dos diferentes organismos, constituindo o factores abióticos. Estes influenciam o crescimento, actividade e as características que os seres apresentam, assim como a sua distribuição por diferentes locais. Estes factores variam de valor de local para local, determinando uma grande diversidade de ambientes. Os diferentes factores abióticos podem agrupar-se em dois tipos principais – os factores climáticos, como a luz, a temperatura e a humidade, que caracterizam o clima de uma região – e os factores edáficos, dos quais se destacam a composição química e a estrutura do solo.

Luz

A luz é uma manifestação de energia, cuja principal fonte é o Sol. É indispensável ao desenvolvimento das plantas. De fato, os vegetais produzem a matéria de que o seu organismo é formado através de um processo – a fotossíntese – realizado a partir da captação da energia luminosa. Praticamente todos os animais necessitam de luz para sobreviver. São excepção algumas espécies que vivem em cavernas – espécies cavernícolos – e as espécies que vivem no meio aquático a grande profundidade – espécies abissais. Certos animais como, por exemplo, as borboletas necessitam de elevada intensidade luminosa, pelo que são designadas por espécies lucífilas. Por oposição, seres como o caracol e a minhoca não necessitam de muita luz, evitando-a, pelo que são denominadas espécies lucífugas. A luz influencia o comportamento e a distribuição dos seres vivos e, também, as suas características morfológicas.

A Luz e os Comportamentos dos Seres Vivos

Os animais apresentam fototatismo, ou seja, sensibilidade em relação à luz, pelo que se orientam para ela ou se afastam dela. Tal como os animais, as plantas também se orientam em relação à luz, ou seja, apresentam fototropismo. Os animais e as plantas apresentam fotoperiodismo, isto é, capacidade de reagir à duração da luminosidade diária a que estão submetidos – fotoperíodo. Muitas plantas com flor reagem de diferentes modos ao
fotoperíodo, tendo, por isso, diferentes épocas de floração. Também os animais reagem de diversos modos ao fotoperíodo, pelo que apresentam o seu período de actividade em diferentes momentos do dia.

Temperatura

Cada espécie só consegue sobreviver entre certos limites de temperatura, o que confere a este factor uma grande importância. Cada ser sobrevive entre certos limites de temperatura – amplitude térmica de existência – não existindo acima de um determinado valor – temperatura máxima – nem abaixo de outro – temperatura mínima. Cada espécie possui uma temperatura óptima para a realização das suas actividades vitais. Alguns seres têm grande amplitude térmica de existência – seres euritérmicos – enquanto outros só sobrevivem entre limites estreitos de
temperatura – seres estenotérmicos.

A Temperatura e os Comportamentos dos Animais

Alguns animais, nas épocas do ano em que as temperaturas se afastam do valor óptimo para o desenvolvimento das suas actividades, adquirem comportamentos que lhos permitem sobreviver: animais que não têm facilidade em realizar grandes deslocações como, por exemplo, lagartixas, reduzem as suas actividades vitais para valores mínimos, ficando num estado de vida latente; animais que se podem deslocar com facilidade como, por exemplo, as andorinhas, migram, ou seja, partem em determinada época do ano para outras regiões com temperaturas favoráveis.

A Temperatura e as Características dos Animais

Ao longo do ano, certas plantas sofrem alterações no seu aspecto, provocados pelas variações de temperatura. Os animais também apresentam características próprias de adaptação aos diferentes valores de temperatura. Por exemplo, os que vivem em regiões muito frias apresentam, geralmente, pelagem longa e uma camada de gordura sob a pele.