Apontamentos Avaliação Física

Avaliação Física

A chave de um planeamento de sucesso para o tratamento de janelas é uma avaliação cuidadosa das condições físicas existentes, numa base de unidade por unidade.

Pode ser encarado um sistema gráfico ou fotográfico para se registarem as condições existentes e para se ilustrar o objecto de quaisquer reparações necessárias.

Outra ferramenta eficaz é uma ficha por janela que regista todas as partes componentes de cada unidade de janela. As casas para cada componente devem permitir anotações sobre as condições existentes e para as instruções de reparação respectivas.

Quando uma ficha destas está completa, ela indica as tarefas exactas que devem ser executadas na reparação de cada unidade e transforma-se numa parte das especificações. Em qualquer avaliação, devemos anotar, pelo menos:

  1. A localização da janela
  2. A condição da pintura
  3. A condição da moldura e do peitoril
  4. A condição da folha de janela (calhas, couceiras e travessas)
  5. Problemas com os vidros
  6. Ferragens
  7. A condição global da janela (excelente, boa, fraca, e outras)

Há muitos factores, tais como um mau projecto, a humidade, o vandalismo, o ataque por insectos, e a falta de manutenção, que podem contribuir para a degradação de uma janela, mas a humidade é o principal factor que contribui para a degradação da madeira dessa janela.

Devem ser inspeccionadas todas as unidades de janela para se verificar se está a entrar água pelo contorno da moldura e, se for esse o caso, as juntas ou uniões devem ser emassadas para se eliminar este risco.

Deve ser observada a massa de vidraceiro à procura de secções estaladas, soltas ou em falta, que permitem à água saturar a madeira, especialmente nas juntas. A massa preta do lado interior do vão também deve ser inspeccionada, porque ela cria uma selagem que evita que a condensação escorra para baixo até à marcenaria.

O peitoril também deve ser examinado para se garantir que ele está inclinado para o lado de fora do edifício e que deixa a água drenar para fora. Além disso, pode ser aconselhável recortar-se uma pingadeira ao longo da face inferior do peitoril.

Este tratamento quase invisível vai garantir um adequado escorrimento da água, particularmente se o fundo do peitoril for plano. Devem ser corrigidas todas as condições, inclusivamente um projecto original fraco, que permitam à água contactar com a madeira ou empoçar sobre o peitoril, já que contribuem para a degradação da janela.

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Uma pista para a localização de áreas com humidade excessiva é a condição da pintura; portanto, devem-se examinar todas as janelas para se detectarem áreas com falhas na pintura. Como a humidade em excesso é prejudicial para a coesão da tinta, as áreas com bolhas, estaladelas, esfarelamento e descamação na pintura identificam, habitualmente, pontos de penetração de água, saturação de humidade e potencial degradação.

A deterioração da pintura não deve ser, no entanto, erradamente interpretada como sinal de que a madeira está em má condição e que, por isso, é irreparável.

A madeira está, frequentemente, em condição física saudável, mesmo por baixo de uma pintura deteriorada. Depois de termos registado as áreas com falhas na pintura, o próximo passo é inspeccionarmos a condição da madeira, particularmente nos pontos identificados durante o exame à pintura.

Devem ser examinadas todas as janelas para determinação da boa saúde operacional, começando-se pelas partes inferiores da moldura e do aro. A água exterior da chuva e interior da condensação pode escorrer para baixo ao longo da janela, entrando e acumulando-se em pontos onde o seu curso fica bloqueado.

O peitoril, as juntas entre o peitoril e a ombreira, os cantos das calhas e as juntas das travessas são os pontos típicos onde a água se acumula e onde a degradação começa. A operação da janela (a abertura e o fecho contínuos ao longo dos anos) e as alterações sazonais de temperatura enfraquecem as juntas, provocando movimentos e ligeiras separações.

Este processo faz as juntas ficarem mais vulneráveis à água, a qual é prontamente absorvida pelo grão do topo da madeira. Se existir uma degradação severa nestas áreas, ela é habitualmente aparente por inspecção visual, mas podem ser encontradas outras áreas da madeira menos severamente degradadas por dois métodos tradicionais que usam um pequeno picador de gelo.

Pode ser usado um picador de gelo ou um furador para se sondar a saúde da madeira. A técnica consiste simplesmente em espetar-se o picador, em ângulo inclinado, numa superfície da madeira molhada e tentar-se destacar uma pequena porção de madeira.

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A madeira saudável vai separar-se em lascas fibrosas e compridas, mas a madeira degradada vai-se levantar em pequenas porções irregulares, consequentes da perda de resistência das suas fibras.

Outro método para se experimentar a saúde de uma madeira consiste em forçar-se um objecto aguçado contra a madeira, perpendicularmente à superfície. Se a degradação tiver começado pelo lado oculto de uma peça de madeira mas o seu coração estiver gravemente degradado, a superfície visível pode parecer que é de madeira saudável.

Se pressionarmos o objecto de ensaio através dessa pele aparentemente saudável, ele vai penetrar profundamente na madeira degradada. Esta técnica é particularmente útil para se experimentarem peitoris em que seja restrito o acesso à sua superfície inferior.

Depois desta inspecção e da análise dos seus resultados, torna-se evidente o objectivo das reparações necessárias e pode ser formulado um plano para a reabilitação.

Geralmente, as acções necessárias para se reverter uma janela a uma condição de “como nova” vão cair dentro de três amplas categorias: 1) procedimentos de manutenção de rotina, 2) estabilização estrutural, e 3) substituição de partes.

Estas categorias são analisadas nas secções seguintes e são referidas respectivamente como Reparação de Classe I, Reparação de Classe II, e Reparação de Classe III. Cada classe sucessiva de reparação representa um nível crescente de dificuldade, de despesa e de tempo de execução.

A negligência destas acções de rotina podem contribuir para muitos dos vulgares problemas das janelas.

Antes de se empreender alguma das reparações mencionadas nas secções seguintes, devem ser identificadas e eliminadas todas as origens de penetração da humidade, e devem ser destruídos todos os fungos da degradação da madeira existentes para se travar o processo de deterioração da janela.

Muitos dos fungicidas comerciais e muitos dos imunizadores para madeira existentes à venda são tóxicos, pelo que é muito importante seguirem-se as recomendações de aplicação do fabricante, e guardarem-se todos os materiais químicos afastados das crianças e dos animais.

Depois dos tratamentos fungicidas e imunizadores a janela pode ser estabilizada e retida, sendo retomadas todas as expectativas de uma sua longa vida em serviço.

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