Análise dos Problemas da Tinta

A tinta exterior está a deteriorar-se permanentemente através do processo de agressão pelos elementos climatéricos, mas num programa de manutenção corrente – assumindo-se que todos os outros sistemas construtivos estão a funcionar bem – as superfícies podem ser limpas, ligeiramente raspadas, e lixadas manualmente como preparação para uma nova camada de acabamento. Infelizmente, estas seriam as condições ideais. Mais vulgarmente, os proprietários de edifícios históricos são confrontados com complexos problemas de manutenção, inclusivamente áreas de tinta que se degradaram para além do ponto da simples operação de limpar, raspar e lixar à mão (apesar disso, muita da chamada “degradação da pintura” é consequente de problemas com a humidade exterior ou interior, ou com erros na preparação da superfície e na aplicação das camadas anteriores).

Apesar de os problemas de pintura não serem, de forma alguma, exclusivos dos edifícios históricos, o tratamento de múltiplas camadas de tinta endurecida e quebradiça sobre superfícies complexas ornamentais exteriores de madeira – e possivelmente frágeis – requer, necessariamente, uma abordagem extremamente cautelosa. No caso de uma construção recente, não é necessário este o nível de preocupação porque a madeira é, geralmente, menos pormenorizada e, além disso, a retenção da sequência de camadas de tinta como registo parcial da história do edifício não é uma condicionante.

No entanto, quando se trata de edifícios históricos, surge um conjunto especial de problemas – variando em complexidade conforme a sua idade, o seu estilo arquitectónico, a sua importância histórica e a saúde física da madeira – que devem ser avaliados cuidadosamente para que possam ser tomadas decisões que sejam criteriosas para se garantir a longevidade do objecto.