Apontamentos A evidência do falhanço dos tratamentos que permitem a emergência

A evidência do falhanço dos tratamentos que permitem a emergência

A evidência de uma “emergência após tratamento” parece ter sido sinónima de um tratamento falhado numa considerável quantidade de pesquisas em campo feitas nos anos 60 e 70, pelo Prince’s Risborough Laboratory, Dept. of the Environment, sobre o desempenho dos imunizadores superficialmente  aplicados contra o caruncho “death watch.  

O caruncho “death watch”, Xestobium rufovillosun, é um parente muito próximo do vulgar caruncho das mobílias.

Na verdade, o comportamento do caruncho “death watch ” torna-o mais susceptível aos tratamentos superficiais do que o caruncho vulgar das mobílias.

E, tal como para o caruncho vulgar das  mobílias, demonstrou-se recentemente que tinha a capacidade de pôr os seus ovos abaixo da superfície, nos túneis velhos.

Apesar de tudo, não é surpreendente que isso aconteça porque os ovos estão  significativamente mais protegidos nos túneis do que na superfície, uma precaução evolutiva para uma maior sobrevivência.  

No caso dos adultos do caruncho “Death watch”, demostrou-se, nos princípios dos anos 70, que conseguiam emergir com sucesso a seguir a aspersões superficiais com insecticidas de contacto.

Alguns ensaios laboratoriais também demonstraram que, para o tratamento ser bem sucedido, era necessário ser recebido um nível específico de insecticida pelos insectos emergentes; isto está ilustrado na figura a seguir como uma linha a tracejado.

Os dados de campo demonstram que insectos que estavam “normais” no seu comportamento, tinham recebido uma quantidade de produto abaixo deste nível.

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Mas os que foram apanhados “moribundos” ou mortos também tinham recebido  menos que essa quantidade. Exames posteriores sugeriram que estes últimos insectos tinham morrido, na  sua maioria, mais de causas “naturais” do que por acção de envenenamento pelo insecticida.

Portanto, em  termos gerais, os carunchos não tinham recebido a quantidade suficiente de insecticida durante a sua  passagem para fora da madeira.

Quando foram efectuados tratamentos por fumigação bem sucedidos, os insectos afectados/ mortos tinham recebido quantidades significativamente superiores do insecticida e não tinham posto ovos, subsequentemente a sua população declinou em consequência de tratamentos  anuais.  

Ficou, também, demonstrado que os carunchos emergidos acasalaram com sucesso e puseram ovos em percentagens semelhantes às de edificações não tratadas (superior a 50 % de acasalamento e postura de ovos).

Além disso, a monitorização da população a seguir ao tratamento não demonstrou nenhum declínio significativo nos anos seguintes à emergência.

A única queda significativa nessa emergência foi imediatamente a seguir ao tratamento, quando os adultos pre-emergentes foram directamente envolvidos pelo tratamento com base de solvente ou afectados, a curto prazo, pelos vapores do próprio solvente.

Esta pesquisa demonstrou claramente que a “emergência após tratamento” era sinónimo de  falhanço no tratamento.

E isto com um insecto que é, potencialmente, mais vulnerável aos tratamentos por aspersão do que o vulgar caruncho das mobílias.  

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