Apontamentos A antropologia no Moçambique pós-colonial

A antropologia no Moçambique pós-colonial

Nguenha (1998) a Independência, portanto, foi vivida universalmente com um enorme sentimento de esperança e o país estava inicialmente em paz.

Aliás, durante as duas décadas precedentes à Independência, Moçambique tinha experimentado um processo acelerado de crescimento económico e modernização.

Infelizmente, diz Geffray (1991) coadjuvado com Cabral (2005) que por um lado, os jovens líderes do movimento militar não estavam preparados para tomar em mãos um Estado moderno e, por outro, o êxodo da população branca e mulata durante o período de transição, que ninguém soube ou quis impedir, retirou os principais recursos humanos ao país.

Dado que o mundo colonial Cabral (2005) diz que foi pensado como um mundo dividido em dois, que funcionava segundo uma dialéctica de exclusão recíproca das identidades nele simetricamente colocadas, o mundo pós-colonial define-se pelo desaparecimento dessa dialéctica. Ele não está mais dividido em dois, mas mostra-se, antes, em termos de diferenças, de misturas, de hibridismo e de ambivalência.

Para Costa (2013), Cabral (2005) e Conceição (2006) no actual contexto o “atrelamento” à ocidentalização fez emergir o conceito de “pós-colonialidade” que, em alguma medida, procura mostrar como é ínfima a margem de manobra dos povos saídos recentemente do quadro colonial, como é o caso de Moçambique, em direcção a uma modernidade mais assente em seus substratos culturais.

Cabral (2005) diz que a fase de “pós-colonialidade” emerge com novos problemas mais ou menos insolúveis com os quais se choca um anticolonialismo desprovido de suas ilusões – mas que parece ser a única via possível – que é tomada como constitutiva de um momento particular da história social e intelectual (GEFFRAY, 1991).

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A expressão parece ser a que dá melhor conta da problemática do mundo em desenvolvimento, na medida em que a característica principal do período actual é o fracasso de todas as “hipóteses felizes”, quer elas venham do interior ou do exterior, e o desaparecimento de qualquer outra solução que não seja o ocidentalismo.

Ainda de acordo com Geffray (1991) com efeito, chegou-se a pensar que a independência política, possibilitaria o controlo das rédeas económicas, o que não ocorreu. Foi mais fácil realizar a independência política que a independência económica.

Por definição, é sabido que, a economia de uma sociedade colonizada é essencialmente dependente de economias mais avançadas.

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