Os Estado de Zimbabwe

Os Estado de Zimbabwe

O Estado de Zimbabwe existiu, aproximadamente entre 1250 e 1450.a classe dominante fez rodear as suas habitações de amuralhas de pedra conhecidos por Madzimbabwe (singular Zimbabwe). Essas amuralhadas não traduziam apenas uma ostensiva demonstração de poder, mas também tinham a função de protegê-la militarmente.

Na capital, grande Zimbabwe concentrou-se grande parte do poder político e económico. Havia aí vários recintos circundados por pedra, na planície e na colina, igualmente grande cidade de caniço, cujos vestígios arqueológicos cobrem hoje uma importante superfície.

Além do grande Zimbabwe, são conhecidos vários centros regionais igualmente circundados por muros de pedra como Manyikeni.

Situado a 50Km da Baia de Vilanculos e a 450 do Grande Zimbabwe, Manyikeni insere-se pela sua arquitectura, materiais arqueológicos e datações absolutas. As investigações mostraram que foi continuamente habitado entre 1170-1610. A construção de amuralhado data do século XIII.

Entre os séculos XVI e XVII, Manyikeni fazia parte do território de Sedanda, o qual segundo a tradição oral fora um estado satélite do Império dos Muenemutapas. Manyikeni constituía a sede de uma dinastia e entreposto comercial, controlava a Baia de Vilanculos e assegurar um rápido escoamento de mercadorias.

Entre os produtos importados por Manyikeni contavam-se missangas de vidro colorido, porcelanas, louça vidrada e finas garrafas de vidro. De possível manufactura local foram enxadas, pregos, machados, um elegante gongo, contrapesos de roca feitos de barro para fiação do algodão e consideráveis quantidades de olaria. Todos esses produtos assemelhavam-se aos dos centros regionais e aos do próprio grande Zimbabwe. Verifica-se uma relativa concentração de bens de prestígio (gongo – instrumentos muitas vezes ligados ao poder real na África central: missangas, porcelanas, lamas e vidros) reservados a classe dominante.

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O abandono ou marginalização de Manyikeni, nos séculos XVI-XVII está relacionado com a implantação da autoridade político-militar portuguesa em Sofala (1505) e na Ilha de Moçambique (1507), bem como com a fragmentação do Zimbabwe nos Estados Bútua e Muenemutapa a partir do século XV.

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