O comércio de escravos na África Oriental

O comércio de escravos na África Oriental

O comércio de escravos na África Oriental intensificou-se a partir da segunda metade do século XVII, prolongando-se até ao século XIX.

Tal como na África ocidental, os escravos eram levados sobretudo para o Brasil e, mais tarde, para as ilhas do Oceano Indico, onde trabalhavam nas plantações francesas.

Moçambique foi uma das regiões da África Oriental sobre a qual o comércio de escravos incidiu de forma mais intensa. Durante cerca de dois séculos, milhares de pessoas foram vendidas a partir das feitorias de Inhambane, Sofala, Quelimane e Ilha de Moçambique, para destinos longínquos da Europa, Ásia e sobretudo América.

Na África oriental, ao contrário da região ocidental, a captura de escravos alcançou regiões do interior.

No lago Niassa, o comercio de escravos foi feito pelos chefes ajaua enquanto que no vale do Zambeze o comercio foi levado a cabo pelos prazeiros europeus. A estes se juntavam os Sultões Xeques afro-islâmicos que enriqueciam a custa deste comércio. Eram estes que levavam os escravos em grandes caravanas para os venderem na costa aos negreiros de quem recebiam armas de fogo, pólvora, bebidas e diversificados objetos.

O tráfico de escravos chegou tarde a África Oriental, mais encontrou aqui condições mais favoráveis do que na região ocidental. Muito rapidamente, o comércio tornou-se fonte de enriquecimento e motivo motivo de conflito entre os chefes locais. Na primeira metade do XIX, o comércio da zona ainda era dominando pela escravatura. No negócio destacaram-se os negreiro swahilis, os negreiros do Império de Gaza, os negreiros Franceses e Portugueses.

Recomendado para si:   As Comunidades Primitivas de Caçadores e Recolectores
Baixar Documento