Dourados

Dourados

As técnicas básicas empregues pelos douradores pouco se alteraram desde a construção das pirâmides do Egipto.

Uma ilustração proveniente de um túmulo em Saqqara, de cerca de 2500 A.C., mostra o ouro a ser batido com uma pedra redonda, e no Louvre de Paris existem algumas folhas de ouro encontradas entre vestígios Egípcios que são das mesmas dimensões das que se usam actualmente, apesar de ligeiramente mais espessas. Ao longo dos tempos foram-se desenvolvendo métodos para se variar a cor, a textura, o brilho e a durabilidade dos dourados e também para que fosse possível a sua aplicação sobre diferentes superfícies. As origens iniciais deste ofício são desconhecidas, mas o aparente ar de mistério que o rodeia nos tempos mais recentes é largamente devido a gerações de douradores escondendo os segredos do negócio que lhes proporciona o sustento. Na realidade, actualmente ainda existe algum secretismo.

A possível durabilidade a longo prazo dos dourados está demonstrada pelo coxim de Tutankhamon, em Luxor. Ele tem uma cabeceira imaculada e um topo que está numa condição de novo, apesar da passagem de 3000 anos. No entanto, na sua própria época, os dourados expostos a maior uso e a condições de menor protecção não teriam durado tanto.