Apontamentos Carga actuante sobre a cabeça das escoras

Carga actuante sobre a cabeça das escoras

Carga actuante sobre a cabeça das escoras

A carga actuante é sempre inferior à correspondente à totalidade da estrutura suportada situada entre as suas cabeças e a margem superior do beirado;

Se as escoras tivessem que ser dimensionadas em relação à carga total suportada, seriam tão enormes e economicamente onerosas que se tornariam de difícil aplicação;

Por sorte, as estruturas a suportar, apesar de arruinada, não esgotaram a sua capacidade reactiva;

Em conclusão, as obras provisórias de escoramento apenas devem suprir às deficiências estáticas produzidas pelos sinistros e àquelas eventualmente consequentes dos trabalhos de consolidação definitiva, mas nunca são chamadas a substituírem o empenhamento estático da totalidade da estrutura;

A parte do peso da estrutura que será atribuída às escoras de sustentação e de retenção e às paredes com eixo no mesmo plano é, em regra, calculada através de considerações intuitivas baseadas nas características peculiares da estrutura e dos seus danos;

Os critérios principais em que nos devemos basear são :

a) A relação entre os vazios e os cheios acima das cabeças das escoras;
b) A relação entre os vazios e os cheios abaixo das cabeças das escoras;
c) O estado de coesão da estrutura;
d) A natureza dos danos;
e) A extensão dos danos;
f) A gravidade dos danos.

Graças às características a) e b) distinguem-se as alvenarias em contínuo (sem aberturas, ou então com uma relação aberto/ fechado medida na horizontal < 1/8), com aberturas espaçadas (1/8 < aberto/ fechado < 1⁄4) ou com aberturas aproximadas (1⁄4 < aberto/ fechado < 1);

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Podemos ser confrontados com pilastradas (se for possível uma correspondência gradual dos nembos verticais por suportes) ou ainda podermos ter pilastras e colunas (que os substituem na
sua totalidade).

Graças à característica c) (estado de coesão) podemos distinguir as paredes em boas, medíocres e más, conforme a qualidade dos materiais, do aparelho de assentamento e das argamassas.

Graças à característica d) (natureza) podemos dividir os danos em cedência da fundação, em esmagamento, por flexão composta, e por flexão com impulso.

Graças à característica e) (extensão), podemos dividir os danos em gerais, se interessarem a totalidade da parede e em locais se apenas interessarem uma parte desta;

Graças à característica f) (gravidade), podemos dividir os damos em graves e em ligeiros.

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