Já com o Governo de Transição em funções e nos primeiros anos da independência são tomadas medidas importantes no campo educacional, nomeadamente:
- Realização de encontros nacionais sobre a educação no país:
- Seminário da Beira (Dezembro de 1974 a Janeiro de 1975);
- Reunião de Mocuba (Fevereiro de 1975);
- Seminário Nacional de Alfabetização (Abril de 1975);
- III Reunião Nacional do MEC (Julho de 1979);
- Seminário Nacional de Língua Portuguesa (Outubro de 1979);
- Seminário Nacional do Ensino de Matemática (Maio de 1980);
- Mobilização do povo para a construção das chamadas “escolas do povo” e promoção de campanhas de alfabetização sob a liderança de estruturas locais denominadas “Grupos Dinamizadores” (Matavele, 2002);
- Reestruturação dos programas de ensino retirando tudo o que fosse contrário à ideologia da FRELIMO (Mazula, 1995);
- Introdução das disciplinas de História e Geografia de Moçambique, Educação Política e Actividades Culturais” (Gómez, 1999: 238-239).
Este período caracteriza-se por um duplo esforço. Por um lado, e numa fase inicial, há um esforço por parte da FRELIMO para a “organização e institucionalização do sector educacional” (Gómez, 1999: 305) e, numa segunda fase, uma “tentativa de planificação e exercício de um maior controlo das escolas pelo aparelho estatal central da educação” (idem, ibidem).
Ou seja as principais mudanças que se registam incidem sobre os curricula, a estrutura e funcionamento da escola, os mecanismos de gestão e administração central e local do sistema educativo e a participação da população na vida da escola.
No entanto, e apesar de todo o esforço levado a cabo para adequar a Educação às condições concretas que uma revolução daquele tipo exigia, havia grandes problemas no que diz respeito à cobertura da rede escolar, à relevância curricular para os interesses das comunidades, à escassez de material didáctico, à eficácia e eficiência da educação, entre outros problemas. É assim que em Março de 1983 é aprovada a Lei do Sistema Nacional de Educação.







