Durante os últimos 20 anos, muitas fachadas de edifícios, na Escócia, foram submetidas à limpeza da pedra.
A limpeza da pedra é feita com o objectivo de se remover a sujidade escura da superfície da pedra.
Esta sujidade é, frequentemente, encarada como sendo não-biológica, apesar de uma inspecção mais aproximada revelar, também frequentemente, a presença de algas verdes.
Normalmente, estão presentes outros organismos, invisíveis a olho nu, incluindo fungos e bactérias.
A seguir à limpeza da pedra, o regresso da sujidade constituída por materiais inorgânicos pode demorar muitos anos, no entanto, o regresso da sujidade sob a forma de crescimentos de algas verdes pode suceder em consequência directa da intervenção de limpeza da pedra (Bluck and Porter, 1991).
Na prática, o controlo destes crescimentos (BRE, 1992; Grant, 1982; John, 1988) é difícil e, por vezes, ineficaz.
Podem ser usados tratamentos biocidas, mas os organismos reaparecem, habitualmente, dentro de alguns meses ou anos a seguir ao tratamento.
A legislação recente, que acabou por ser revogada, por razões de segurança, sobre alguns produtos biocidas mais eficazes, exacerbou esta situação e reforçou a necessidade de uma compreensão mais fundamentada sobre os factores envolvidos na colonização da pedra de construção e sobre os mecanismos de acção dos tratamentos biocidas no interface organismo-pedra.







