20 Receitas para Tipos de Tintas Tradicionais da Dinamarca

Introdução

Podem existir muitas razões diferentes pelas quais eu posso querer pintar as madeiras ou a alvenaria de uma casa. Pode ser que me delicie com as cores, ou apenas por tradição, hábitos ou por um desejo de dar ênfase a alguns determinados pormenores.

O ponto de partida para a maioria dos seguintes tipos de tintas, usadas sobre madeira ou alvenaria, é principalmente que elas devem preservar a sua base, de madeira ou de alvenaria, durante o maior tempo possível.

Portanto, primeiro elas devem ter grande capacidade de cobertura contra a luz solar (pigmentadas), depois devem ser porosas (possibilitarem a difusão), para que a humidade contida na madeira possa evaporar, e em terceiro lugar devem ser mais fracas do que o material que recobrem, quer seja madeira ou alvenaria.

A tinta de emulsão é um tipo de tinta muito resistente apropriada para todos os tipos de finalidades. No entanto, ela é forte demais para carpintarias ou alvenarias exteriores, e além disso é muito densa e rígida. Os plásticos não se dão muito bem com as alterações e transformações dos materiais antigos, provocadas pela humidade, temperatura e decomposição natural. Além disso, as tintas de emulsão poluem o ambiente, quer durante o seu fabrico, quer na sua aplicação e na sua posterior decomposição.

Finalmente, deve-se acrescentar que tem havido enormes consequências económicas na sociedade, sob todos os aspectos, causados pelos muitos problemas consequentes da degradação das madeiras e das alvenarias (frequentemente bastante recentes) em resultado de um tratamento incorrecto com tintas de emulsão.

Todas as tintas mencionadas nas receitas seguintes contém apenas ligantes que são ambientalmente degradáveis, já que consistem em materiais inofensivos, que se decompõem completamente na natureza. As tintas não contém nem solventes perigosos nem preservantes que afectem as imediações enquanto secam.

Pode parecer um paradoxo que tintas contendo materiais tão fracos como o óleo de linhaça, a farinha, a caseína (de leite), a cola, a cera, etc. sejam adequados para qualquer finalidade. Pelo contrário, temos milhares de anos de experiência com essas tintas, enquanto que conhecemos os outros tipos apenas há dez, vinte ou talvez cem anos.

Todos os 20 tipos de tinta mencionados estão bem testados e resultam serem muito diferentes. Algumas são “fortes”, e outras são muito delicadas e fracas, algumas são para uso interior, enquanto que outras se comportam bem em exteriores, e algumas são apropriadas para madeira aparelhada enquanto que outras o são para madeira tosca.

Infelizmente apenas alguns destes 20 tipos de tintas podem ser compradas prontas a aplicar, nas lojas (só a tinta feita com óleo de linhaça ou a tinta fabricada a partir de colas de celulose ou de caseína), e infelizmente há muito poucos pintores interessados nestas tintas ou até que as conheçam e as saibam preparar.

No entanto, voltando ao aspecto estético, quando se pinta a nossa própria casa, a experiência demonstra que, em contraste com os diversos produtos modernos para tratamento de superfícies, os tipos antigos de tintas são muito mais bonitos, quer estejam recentemente aplicados, quer atravessem a sua natural fase de decomposição.