Teorias sobre a partilha de África

Existem quatro teorias que explicam as razões da partilha e colonização da África a destacar: Teoria económica, teoria Psicológica, Teoria diplomática ou política e teoria de dimensão africana.

Teoria económica

Remonta desde 1900 e foi defendida inicialmente pelos sociais-democratas alemães. A Rosa Luxemburgo defende que o imperialismo é que está na base da partilha de África como o último estágio do capitalismo. John Hubson (858-1940), defende que a ocupação de África deveu-se aos excedentes de capitais, pois que os europeus pretendiam áreas para investir. Deveu-se no entanto da superprodução e do sob consumo o que levou a procura de novos mercados para venderem os seus produtos industriais. Vladimir Lenine sustenta que a partilha de África deveu-se a passagem do capitalismo da livre concorrência para o capitalismo monopolista, pois a característica principal do imperialismo é a partilha do mundo. O capitalismo monopolista exporta capitais para investir a fim de obter os melhores lucros possíveis.

Teoria psicológica

Esta teoria é diferenciada por três principais correntes a destacar: Darwinismo Social, Cristianismo Evangélico e o Atavismo Social.

Darwinismo Social: defende que a ocupação de África consistiu na transposição da teoria de Charles Darwin para a população. Ela defendia que na luta pela sobrevivência o mais forte domina o mais fraco e assim sendo, os europeus por se acharem superiores em relação aos africanos e que estavam em crise, acabaram dominando os mais fracos (africanos).

Cristianismo Evangélico: defende que a partilha de África consistiu num impulso humanitário de missionários de resgatar os africanos mergulhados na escuridão, a fim de lhes salvar dos pecados. Segundo esta teoria, era a segunda intervenção de Deus depois da escolha dos Judeus para salvar a humanidade.

Atavismo Social: defende que a ocupação de África era a consequência da materialização do impulso de dominar por dominar ou de os estados mais fortes dominar os mais fracos.

Teoria diplomática

Esta teoria também é diferenciada por três correntes principais destacar: prestígio Nacional, equilíbrio de forças e estratégia global.

Prestígio Nacional: foi defendida por Carlton Hayes, que segundo ele a partilha de África deveu-se a necessidade que cada potência tinha de manter e mostrar o seu orgulho nacional. Vemos por exemplo quando a França perdeu as suas ricas províncias de Alsácia e Lorena na guerra franco-prussiana teve que dominar os territórios ultramarinos, exemplo seguido pela Inglaterra. Porém para Carlton a partilha de Africa deveu-se ao orgulho Nacional.

Equilíbrio de forças: foi defendida por Friedrich Hinsley que segundo ele, devido a existência de blocos militares que se temiam mutuamente, resolveram partilhar a África e manter a paz e tranquilidade na Europa. Estes blocos lutavam pela anexação de alguns territórios dentro da europa, o que deu origem ao nacionalismo europeu e como tal a única saída para resolver estes conflitos era a partilha de África.

Estratégia Global: defendida por Ronaldo Robnson e John Gsllegher, segundo os quais a ocupação de África deveu-se sobretudo em questões estratégicas, visto que a África constituía uma um ponto estratégico pelo qual podia se tomar o então o centro do mundo que nessa altura era o médio oriente, concretamente na Índia. Esta corrente defende ainda que a África não possuía recursos que lhe levassem a sofrer colonização, mas sim constituía o ponto estratégico. Assim, a ocupação ocorreu quando os africanos resistiram, perante estes projectos.

Teoria de dimensão africana: defende que a partilha de África tem a sua origem na passagem do comércio ilegal para o comércio legal ou legítimo, ou melhor no período da abolição do comércio de escravos. Em algumas sociedades ou regiões esta transição foi turbulenta que levou a desagregação de alguns estados, pois esta actividade então abolida constituía a base para fortificar o poder de alguns chefes e dos estados.  A abolição fez com que alguns estados entrassem em conflitos ou em guerras contra os seus vizinhos, na tentativa de manter o seu rendimento. Estes conflitos provocaram uma instabilidade que logo foi aproveitada pelos europeus, conseguindo dominar a África. Estas lutas frequentes provocaram uma fragilidade de defesa.

Assim a ocupação de áfrica deveu-se a dois factores: Externos dentre os quais a procura de matérias-primas, mercados, mão-de-obra barata e internos dentre os quais os conflitos e rivalidades.

Os defensores da dimensão africana são: George Hardy, A.George Hopkins, Carlton Hayes, J.S. Kelve

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